março 27, 2006
março 18, 2006
Citado num ensaio de José Gil.
Lema político: “Pessimismo da razão, optimismo da vontade”
Citado por Nuno Crato ( Presidente da SPM), numa entrevista. Crato refere que Gramsci defendia que a escola romântica condenava as classes trabalhadoras à ignorância. ( a propósito da pergunta que lhe foi feita: "Tem noção que parte das ideias que defende são tidas como reaccionárias?)
março 15, 2006
Admita que tem um folha de papel com meio milímetro de espessura e imagine que é possível dobrá-la ao meio tantas vezes quantas se queira.
Quantas dobragens serão necessárias para que a espessura da folha ultrapasse a distância da Terra à Estrela Polar?
Para resolver este problema, deve ter em conta que a distância da terra à Estrela Polar é de 680 anos-luz (um ano-luz é a distância que a luz percorre num ano, à velocidade de 300 mil quilómetros por segundo).
Sugere-se que percorra as seguintes etapas:
· Determinar a distância da Terra à Estrela Polar, em milímetros, apresentando o resultado na forma avezes b elevado a 10, com b inteiro e a entre 1 e 10, arredondado às milésimas (considere 1 ano = 365,25 dias)
· Determinar a expressão que dá a espessura, em milímetros, da folha de papel, ao fim de n dobragens.
· Traduzir o problema proposto por uma inequação
· Resolver a inequação e responder à questão colocada.
março 07, 2006
Aos alunos competia escolher entre:
· Mat. B e GD ou
· Mat. B e HAC ou
· HAC e GD
consoante as suas opções disciplinares. No caso particular dos meus alunos de Matemática B, a turma dividiu-se, mais ou menos, a meio, ou seja cerca de metade optou pelo exame de Matemática B, os restantes por GD ou HAC.
Decisões tomadas, investimentos feitos! Foi notório que os alunos que escolheram GD, tinham uma preocupação diferente em relação à Matemática, por exemplo...Geriram classificações e ambições...!
Em meados de Fevereiro de 2006, surgiu a informação da DREL, que os alunos eram obrigados a fazer exame às duas disciplinas, anulando deste modo informações e despachos anteriores. Lá se foi a opção entre GD e Matemática B! Ambas obrigatórias, nos três referidos pares de disciplinas e Filosofia passa a não ter exame obrigatório!!! Com o exame, de Matemática B, marcado para 27 de Junho, as regras do jogo mudam! O que devia ser claro em Julho de 2004, esclarece-se no início do 1ºperíodo de 2005/06 e altera-se a meio do segundo! Bons exemplos para jovens em formação.
Longe dos holofotes e das manchetes que salientam o suposto insucesso dos alunos, a eventual deficiente formação dos docentes ou as virtudes do modelo finlandês, tomam-se decisões com séria influência na vida dos alunos e das famílias. Os Sindicatos e as Associações de Pais, segundo creio, não se pronunciaram sobre este assunto. Possivelmente têm outras prioridades.
Por aqui, diz-se que quando o mar bate na rocha quem se trama é o mexilhão!!
dezembro 01, 2005
novembro 26, 2005
novembro 24, 2005
Carl Sagan
Biliões e Biliões
Gradiva
novembro 22, 2005
Regista a fase de crescimento forte até ao ponto de inlfexão, a partir do qual de inicia a fase de travagem do crescimento. Nesta curva o ponto de inflexão tem coordenadas (98,844 ; 6,2) o que permite dizer que foi em finais de 1998 que a referida travagem começou a ocorrer e que nesse momento a população mundial era composta por 6,2 biliões de pessoas.
A expressão P(t) diz respeito à população mundial desde 1900, representando t o número de anos após 1900. trata-se de um modelo matemático definido a partir de elementos estatísticos. Permite, por exemplo, calcular a população em 1950 e prever a população em 2010.
Naturalmente, em cada ano que passa, o modelo pode ser actualizado em função do valor real da população mundial nesse mesmo ano.
A construção de um modelo semelhante e o correspondente estudo da função definida pode ser efectuado por estudantes do 12ºAno.
novembro 20, 2005
O gráfico que apresento foi construido no Excel com base em dados encontrados do site do INED, diz respeito à evolução da população à escala planetária. Este gráfico baseia-se num modelo matemático, pois a recolha de dados estatístico não se fazia, de forma sistemática, e com objectivos de estudo e análise antes do séc. XIX. Esse modelo permite igualmente fazer previsões para o futuro.
O crescimento exponencial da população é particularmente evidente. As projecções para as próximas décadas (barras azuis no gráfico) mostram que o crescimento continuará. Já pensaram nas consequências deste enorme crescimento?
outubro 15, 2005
outubro 13, 2005
outubro 11, 2005
Tópicos pessoais para reflexão:
1.
Cada aluno implica um encargo para o ME.
Encher turmas implica mais professores, mais SASE, mais fotocópias, mais...
Cada aluno implica maior embaraço estatístico na comparação e confronto com outros...
2.
Todos os envolvidos num processo educacional sabem, por experiências anteriores, que o sucesso dos planos de recuperação é ínfimo. Penalizar as escolas e os professores pela indiferença de muitos face à educação, à cultura e ao saber é algo que numa primeira abordagem não faz sentido!
As mais recente medidas do ME, parecem traduzir-se, objectivamente, por um “passem os alunos...”. Assim já vislumbro um sentido!
3.
Para os alunos que repetidamente se passeiam pela escola sem concluir o ensino básico o ME propõe a escapatória RVCC, nobre projecto para adultos com experiências de vida não reconhecidas e certificadas, no qual não se enquadram, obviamente, os jovens referidos. No entanto, por pura conveniência política, a legislação permite que maiores de 18 anos ingressem nos Centros RVCC.
4.
Esta escapatória ao modelo escolar usual permite que um aluno espertalhaço fique vários anos na boa vida... porque existe alternativa potencialmente simplista!
5.
Nenhum destes alunos será sensível a um plano de recuperação. Trata-se de trabalho infrutífero para os respectivos autores.
6.
Neste quadro o ME parece comportar-se como um Encarregado de Educação que, entre a qualidade da aprendizagem e as notas (classificações), opta, sem pestanejar, pela segunda!
7.
Em Educação os processos de optimização de recursos humanos e materiais estão nos antípodas da Programação Linear. Nesta complexa realidade não entra o método de Simplex!!
setembro 30, 2005
setembro 27, 2005
Isto seria verdade caso, nas analogias futebolísticas, tudo não passasse dos treinos, o que daria origem à frase “O Futebol é…TREINOS”.
Esta perspectiva leiga centra-se exclusivamente na MANIPULAÇÃO, mais especificamente na manipulação algébrica!
Um professor que procure trabalhar com os seus alunos ao nível da manipulação no domínio, por exemplo, da Geometria Sintética, usando para o efeito, as estantes de um móvel da sala de aula ou materiais mais formais tipo Polydrons, está, segundo esta perspectiva das contas, a brincar. Rapidamente uma mente mais baça passa um atestado de incompetência à ousada criatura que pretere as contas para segundas visitas…!
setembro 20, 2005
setembro 18, 2005
Esta frase, que se ouve recorrentemente, é reveladora de uma ideia instalada e entranhada que é dita como se de uma verdade absoluta se tratasse. Funciona como um mecanismo regulador da suposta incapacidade genética para a disciplina, tendo como objectivo para quem a profere, desresponsabilizar, pais e filhos, pelo insucesso que natural e fatalmente chegará. Relativiza-se o fracasso.
Obviamente que a compreensão de ideias, definições e propriedades é fundamental, no entanto a aquisição de certas destrezas e rotinas apenas são possíveis alcançar com estudo e com prática. Ou seja com TRABALHO!
A realidade é sempre mais complexa, será para compreender não será necessário estudar? Em Matemática é normal voltar-se ciclicamente ao domínio do CONCEPTUAL, independentemente de estarmos no domínio da MANUPULAÇÃO ou da APLICAÇÃO e de irmos para um ou outro…
Repare-se que a frase, sobre a qual este post incide, prescinde do ponto dois MANIPULAÇÃO (não se estuda…) centrando-se exclusivamente no ponto um CONCEPTUALIZAÇÃO (compreensão).
Futebolisticamente, poderia apresentar uma interpretação livre, do tipo. "Para ganhar o jogo é exclusivamente necessário saber as regras…"
setembro 17, 2005
1. CONCEPTUALIZAÇÃO
2. MANIPULAÇÃO
3. APLICAÇÃO
Mais ou menos como no futebol.
As regras e princípios, o treino específico e de conjunto e o jogo!
A parte do treino pode ser a menos agradável para muitos, mas encaremo-la como uma forte motivação para o jogo/teste/exame!
Voltarei ao assunto e às analogias...
setembro 14, 2005
Com o turbilhão de novidades a entrar tardiamente, em finais de Junho e em Julho, o Conselho Executivo preocupou-se, naturalmente, com a estrutura formal do edifício. Impossível agir de outro modo. Em muitas escolas no final do ano lectivo ocorreram alterações profundas em Conselhos Executivos e Pedagógicos, aos quais foi extremamente difícil o binómio digerir-agir em tempo útil.
A necessária primeira reflexão sobre o tema aulas de substituição será produzida em paralelo com ocorrência das mesmas, quando o desejável, nessa fase, seria uma avaliação das orientações definidas previamente. Vamos, portanto, agir sem que antecipada e atempadamente se tivesse pensado. Esta responsabilidade é claramente imputável ao Ministério da Educação em funções.
Creio que a primeira e, quiçá, única razão destas aulas é evitar que os alunos andem “à solta” durante 90, 180 ou 270 minutos. A manutenção dos alunos dentro das salas de aulas confere alguma segurança ás famílias relativamente ao que os alunos estão a fazer na escola, sobretudo quando têm feriado.. Existindo turmas onde se pode pensar numa ocupação sadia para alunos e professor, outras, maioritariamente, não permitem qualquer tipo de abordagem dentro de um padrão admitido por qualquer professor como estimulante do ponto de vista lúdico e/ou intelectual. Aqui resta a manutenção, com o mínimo de custos, da ordem. Terá de existir um forte compromisso entre partes contrariadas! Uns e outros gostariam certamente de estar a fazer algo mais interessante, consequentemente… O papel do professor substituto é, nesta perspectiva, algo próximo do baby-siting ou do sr. Matias vigilante. Sendo uma componente NÃO lectiva do seu horário não está obrigado a mais e mais não se lhe pode exigir.
Nós, professores, gostamos do que fazemos. Para muitos será tremendamente redutor estar perante uma turma sem produzir. Creio, no entanto, que devemos estar conscientes que, nos tempos que correm, uma visão lírica da escola tem de ser cruzada com uma perspectiva pragmática e deste cruzamento deverá estar uma nova forma de estar na escola.
A responsabilidade do ME aumentou significativamente. Não é com anunciados congelamentos de verbas para as escolas públicas nem com investimentos parcos e em regressão progressiva que se regista uma mudança efectiva.
Por falar em mudança, palavra muito cara aos sindicatos, alguém os tem visto???!
setembro 13, 2005
setembro 05, 2005
agosto 31, 2005
Interrogo-me sobre o motivo que levou o meu cérebro a alterar a designação do repasto que estava (bem!) escrito na ementa.
Terá uma leitura pessoal? Revelará insatisfação subconsciente com o software que deveria optimizar os horários da escola? Será consequência do país ardido? É um sinal-síntese relativo à disputa presidencial de 2006?
Salada de atum com feijão fraude...





